REFLEXÕES DO PROFESSOR MANOEL FERREIRA
CAPÍTULO VIII
Em seu magnífico estudo denominado “Os Mistérios do Sexo”, ensina o Mestre que a terra é o corpo físico do planetário.
São suas as palavras:
“Dhyan-Choan ou planetário, cujo corpo físico é a própria terra, quarto globo do nosso sistema...
Tal ser, o planetário dirigente do globo deve portanto viver no interior do seu corpo físico, no seio da terra, pouco importa como ou porquê; e deve receber o auxílio tulkuístico de seus irmãos e dirigentes dos outros seis globos, sem necessidade de se afastarem dos respectivos governos espirituais. Se assim não fosse, como se poderia conceber o desenrolar de sete raças-mães e suas respectivas sub-raças, desenvolvendo cada uma delas determinado estado de consciência? Cada raça-mãe se acha, pois, sob o influxo ou direção de sete raios diferentes, que são os Dhyans-Choans.”
O dirigente do globo no seio da terra. O globo e a terra... Um globo e mais seis. Não seis terras, mas, seis globos...
Raças e sub-raças referem-se à humanidade... Logo, seu corpo físico vale por humanidade. No seio da terra, ou no interior de seu corpo físico, o aspecto espiritual da humanidade!
Diz Castaño Ferreira, venerável coluna J do mestre:
“Os logos constituem os egos cósmicos, e todos os egos são o seu reflexos nos limites da manifestação universal”.
O logos, o mesmo Dhyan-choan ou espírito planetário, com seus irmãos (sete ao todo), ao impulso da manifestação, como experiências passadas ou de outros dias de Brahma, isto é, outros Manuântaras, constitui a ideação cósmica, que irá modelar o novo universo segundo as experiências anteriores.
Assim, os espíritos planetários objetivo último a que tende o impulso evolutivo da mônadas no plano do ser, não mais estão sujeitas a erros, visto que passam constituir a própria mente cósmica.”
Purusha e Prakriti são aspectos consciênciais e formais da manifestação, pai e mãe chamados a unirem-se e formarem a cruz do mundo, ou universo ativo, sinônimo de demiurgo, construtor, ideação cósmicas com suas legiões criadoras.
A expressão logos ativo criador engloba o conjunto de sete altíssimas inteligências (dhyan-choans ou planetários) que são a raiz do setenário na natureza, razão pela qual afirma-se que a filosofia esotérica repele como errônea a idéia de um Deus pessoal.
Os sete raios de Purusha fundidos às sete Prakritis para construir o universo ativo representam as sete hierarquias primordiais de Prakriti, e as sete hierarquias do raio divino.
As hierarquias do raio divino constituem a parte interna das do raio primordial.
Diz o Dhyani Mikael:
“Tudo isso representa, em conjunto, as sete forças auto-envolventes da força una e sem causa, que é, hipostáticamente, trina.”
As hierarquias do raio primordial, três hierarquias arrúpicas (sem forma) constituem o seu veículo de manifestação: leões de fogo, olhos e ouvidos alertas, e, virgens de vida, os quais não podem ser concebidos como legiões de seres separados ou individualizados, uma vez que expressam, conjuntamente, aquilo que se chama esotericamente de Tríplice Flama, possuindo a direção ativa e a duração de uma cadeia planetária, agindo através das quatro hierarquias rúpicas (formais): Assuras, Agnisvatas, Barishads, e Jivas – essas constituem, propriamente falando, as hierarquias criadoras.
Considerando que o logos não conhece Parabrahm como uma consciência absoluta, pois esta, para ele, é a negação da consciência, ou seja, a inconsciência, como anota C. Ferreira, eis que se deve compreender que existe uma reciprocidade entre transcendente e imanente, ficando entre uma e outra a terra ou a humanidade, ou , como diz JHS: “É ponte que liga e desliga, ao mesmo tempo, os três mundos superiores dos três inferiores, esquematizada no hexágono, seis, no Vau... De outro modo, evolução alguma poderia ser levada a efeito no mundo do globo terrestre”.