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REFLEXÕES DO PROFESSOR MANOEL FERREIRA

CAPÍTULO V

Conforme dito anteriormente, Purusha e Prakriti não podem existir separadamente. Essa dualidade inseparável merece ser melhor cometada.

Diz a doutrina secreta, de H.P.B.:

“O átomo cósmico Uno converte-se em sete átomos no plano da matéria, e cada um se transforma em um centro de energia. Esse átomo se converte em sete raios no plano do espírito. As sete forças criadoras da natureza, irradiando da essência raiz... seguem umas o caminho da direita, e outras, o da esquerda, separando-se até o fim do Kalpa, e, no entanto, estreitamente enlaçadas. Quem as une? Karma.”

Castaño Ferreira nos diz:

“Para penetrar-se nos mundos da atividade, isto é, nos sistemas solares ou trabalho pleno da criação, impõe-se antes uma explicação do que seja o termo Logos Criador.

A expressão Átomo Cósmico Uno significa a substância infinita e eterna (Parabrahm), que se transforma em sete átomos no plano da matéria.

Os sete átomos constituem centros de energia, os outros sete são os raios espirituais. Trata-se da passagem da segunda para a terceira fase da manifestação. De um lado os sete raios de Purusha, ou os sete estados de consciência cósmica manifestada, e, do outro, os sete planos formais ou de Prakriti.

Os sete raios de Purusha se fundem as sete Prakritis, e daí surge a cruz mundanal, ou universo ativo.

Formam-se as sete legiões ou logos criador, que tem, numericamente, o valor 14. Representam as sete hierarquias primordiais de Prakriti, e as sete hierarquias do raio divino, ou sete Purushas.

Em conjunto, as sete hierarquias de Dhyan-chohans andróginos, por outros nomes conhecidos como Elohins, Ameshas-spetas, os Logis, os sete homens celestes, os Prajapatis... constituindo, coletivamente, o Homem Cósmico, o Tetragramaton.

As sete forças da natureza, irradiando da essência raiz, trata-se de alguma coisa além do dualismo manifestado, um perene fluxo de vida do nucléolo, do logos impessoal, que está sempre transformando em ativas as forças latentes na natureza que dorme no seio de Parabrahm, e são essas forças ativas que irão se manifestar através dos sete homens celestes. A esse perene fluxo de vida é que se dá, em sentido cósmico, o nome de prana, a vida que se irradia através do logos único.”

Kut-humi se refere a prana quando diz haver no universo uma energia que, quando aplicada, pode, como a alavanca de Arquimedes, abalar o cosmo em seus fundamentos, acrescentando, porém, que nenhum adepto se lembraria de chama-lo de Deus, pois há nomes que aprenderam a dominar e usar.