REFLEXÕES DO PROFESSOR MANOEL FERREIRA
CAPÍTULO IV
Castaño Ferreira, completando a parte inicial de sua cosmogênese, assim define a terceira e última fase da manifestação:
“Na terceira fase, Pai e Mãe se unem. O Pai, representado pela linha vertical e a Mãe, pela horizontal ou passiva. Este símbolo expressa a cruz do mundo, a cruz mundana, o universo ativo, o demiurgo, o construtor, a ideação cósmica com suas legiões criadoras...
Neste demiurgo, a ideação cósmica, latente no seio de parabrahm, torna-se ativa através dos sete logoi, ou dhyan-chohans superiores ou auto-gerados (as sete hierarquias criadoras).
A expressão logos ativo criador engloba o conjunto dessas sete altíssimas inteligências, que são a raiz do setenário da natureza”.
Conclui com o esclarecimento transcendental, esotérico, daquilo que religiosamente se chama Deus, o criador...
Esclarecimento sem o qual jamais se poderia compreender perfeitamente o plano completo da manifestação.
“Eis porquê a filosofia esotérica repele como errônea a idéia de um Deus pessoal, pois esses sete seres, conquanto sua grandeza e divindade são limitados, constituindo apenas manifestações cíclicas do espírito de vida, que é incognoscível.
Em verdade, parabrahm só pode ser entendido por um iniciado, melhor dito, por um iluminado, como um princípio, como uma lei, e jamais, portanto, como um ser.
Que lei é essa? O nome que melhor lhe cabe é lei de harmonia universal. Seua aspectos fundamentais nos mundos contingentes, isto é, seus reflexos, são a lei de causalidade – carma, e a lei de progresso ou da evolução.
Ele cria, na consciência de quem o percebe, o sentimento de fraternidade Universal.”