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REFLEXÕES DO PROFESSOR MANOEL FERREIRA

CAPÍTULO III

Um ponto de imensa importância, o qual deve ser considerado, é a objetividade de Parabrahm, ou, por outro nome, substância eterna e infinita.

Sobre o assunto, comenta Castaño Ferreira:

“O logos único vê Parabrahm como a poderosa extensão da matéria cósmica.

Não importa, como diz Subba Row, a natureza ou a tenuidade dessa alguma coisa material e objetiva. O que importa é a objetividade de Parabrahm visto pelo logos.

Mesmo para o mais alto ser ou Ego manifestado, que é o logos, Parabrahm só é concebível como Mulaprakriti, isto é, como realidade objetiva e material. Quer dizer, o logos só vê, da substância infinita e sem causa, absoluta ou divina essência desconhecida, o aspecto objetivo, a traduzir-se por véu que lhe esconde a realidade intrínseca.

Portanto, o logos não concebe Parabrahm como a consciência absoluta, pois esta é, para ele, a negação da consciência, ou seja, a inconsciência”.

Fundamentais são as seguintes considerações:

1 – A substância infinita não se confunde com o Eu universal, nem com o não-ser, uma vez que é a síntese de tudo;

2 – Não sendo objeto do conhecimento é, entretanto, capaz de dar origem a tudo aquilo que se converte em objeto do conhecimento. Dá origem, em primeiro lugar, aos centros de energia, que são os logos, inumeráveis nos seio de Parabrahm;

3 – Os logos constituem os Egos cósmicos, e todos os egos são seus reflexos nos limites da manifestação universal;

4 – Quando Parabrahm entra na existência como Ser consciente, o logos o vê como Mulaprakriti, ou seja, como algo material e objetivo que ao próprio Parabrahm oculta.