REFLEXÕES DO PROFESSOR MANOEL FERREIRA
CAPÍTULO II
Falando sobre a simbologia do tríplice logos, Castaño Ferreira esclarece que o logos único é representado pelo círculo puro, do qual se derivam os outros três, a traduzirem as diversas manifestações da vida una, cada qual representada por outros símbolos.
Diz o citado autor:
“Desses três outros símbolos, o primeiro, o ponto no círculo, representa a primeira diferenciação, ou o primeiro véu, homogêneo e tenuíssimo, da matéria manifestada em pleno oceano da eternidade. No simbolismos tradicional é definido como o germe no ovo.
O simbolismo seguinte expressa a segunda fase da manifestação. O espírito de vida diferenciando a matéria universal, a fim de lhe dar princípio de polarização (polaridade), pelo contato daquilo que se manifesta com aquilo manifestado, daí pai, mãe, espírito, matéria, purusha, prakriti.
A terceira fase da manifestação é representada encontramos o terceiro símbolo. No ovo do mundo, já pai e mãe ativos, a se unirem, E, dessa união, surgiram os sete primordiais, os sete auto-gerados, que, coletivamente, constituem a ideação cósmica, também chamado terceiro logos”.
Importa muito considerar, para plena compreensão deste assunto, a frase que se segue, fecho de tão brilhante descrição:
“Esses sete primordiais são os mesmos dhyan-chohans superiores, os logoi. Surgem na terceira fase da manifestação, mas representam realmente o quarto estado, a partir do núcleo do sol oculto”.
Manoel Ferreira
24/05/2007