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O Plano Astral

“Do Uno-Trino surgiram os sete auto-gerados”

O homem, em sua constituição (“criado à imagem e semelhança de Deus”), tal qual à divindade, é Uno, Trino e Sétuplo.

• Uno na sua individualidade (homem integral ou completo);

• Trino porque é composto de Corpo, Alma e Espírito; e.

• Sétuplo porque é constituído por sete princípios: Três constituem a tríade e são considerados superiores por compreenderem a natureza divina do homem (Vida Consciência) e os outros quatro constituem o quaternário e são considerados inferiores por compreenderem a natureza humana do homem (Vida Energia).

Os sete princípios, estruturas, corpos ou níveis de consciência, manifestam-se, em diferentes planos, freqüências ou níveis de consciência e percepção.

Estes planos, em sintonia com a Divindade e a constituição do homem, existem ou manifestam-se em sete níveis distintos, interpenetrados e complementares, ocupando em determinadas regiões o mesmo lugar no espaço, embora com densidades diversas.

Neste trabalho abordaremos apenas o Plano Astral, com o qual o homem interage por intermédio do seu Corpo Astral, Veículo Emocional ou dos Desejos (Kâma-rûpa), parte da Alma Humana que não responde pelo pensamento, mas expressa as sensações, emoções, sentimentos e desejos do homem.

Para podermos situar, no Universo, essa “região” denominada de Plano Astral, consideremos como sendo a região imediata ao Plano Físico, no sentido de camadas concêntricas, superpostas, que se interpenetram e distinguem-se umas das outras pelas respectivas constituições, pois a matéria astral é muito mais sutil e plástica, podendo ser moldada com facilidade por cada impulso de pensamento.

Dos sete planos, temos o Plano Físico como sendo o mais externo, denso e palpável, percebido pelos nossos sentidos físicos e em seguida, numa escala decrescente de densidade, temos o Plano Astral, formado de matéria astral.

O Plano Astral possui sete sub-planos ou divisões e cada um deles apresenta-se com um grau de densidade que lhe é próprio e correspondente aos estados da matéria física (sólido, líquido, gasoso, radiante etéreo, subatômico e atômico).

O Corpo Físico do homem é o veículo de ação, composto da matéria física do planeta, o qual limita as ações do homem ao Plano Físico, já o Corpo Astral é o veículo dos desejos, composto pela matéria astral, o qual limita as atividades do Ego.

No Plano Astral vivem temporariamente todas as entidades físicas (homens e animais), num estado transitório entre o corpo físico e os corpos superiores.

Na medida em que usamos o termo de que o “homem se eleva” ou “ascende”, não queremos dizer, necessariamente, que ele mudou de lugar no espaço, mas sim que alterou o seu estado de consciência ou percepção. Quando dormimos o plano físico vai perdendo o foco, a nitidez, vai se desvanecendo pouco a pouco da consciência (como um elevador panorâmico que se afasta das pessoas, objetos e demais paisagens que estão ao nível térreo), dando lugar à percepção de outro mais levado e sutil, que vai ficando sucessivamente mais nítido.

Os sub-planos do Astral podem ser agrupados em três classes: primeira classe formada pelos 1º, 2º e 3º sub-planos, a segunda classe formada pelos 4º, 5º e 6º; e a terceira pelo 7º sub-plano que é o mais denso.

A primeira classe (1º, 2º e 3º sub-planos) do plano astral é a mais afastada do mundo físico, portanto menos material é a “Terra do Sol”, Céu, Paraíso Celeste e etc...).

A segunda classe (4º, 5º e 6º sub-planos) do plano astral é corresponde ao plano físico onde está focada a nossa consciência objetiva, sendo que o 6º sub-plano é semelhante à vida na superfície do planeta terra.

A terceira classe (7º sub-plano) corresponde à região infernal (“Infera” = In de interior + fera de esfera), dentro da esfera ou globo, abaixo da superfície, onde o sol não penetra, perduram às trevas e onde tudo o que possa de bom e belo não pode ser percebido. Não esqueçamos que se trata de um estado de consciência grosseiro, repugnante e doloroso criado pelo próprio homem.

Isto posto, vamos agora falar um pouco sobre os habitantes do Plano Astral, que estão distribuídos em três grandes grupos ou categorias: Humanos (Encarnados e Desencarnados), Não Humanos ( Elementais, Animais, Devas ) e Artificiais (Elementares).

Quando o homem encarnado encontra-se atuando no Plano Astral, podemos dizer que o mesmo encontra-se com a sua consciência “astralizada”, Projetada, Desdobrada ou em estado alterado de consciência.

Quando o homem encarnado encontra-se “astralizado” ou fazendo uso do seu veículo astral, pode ainda estar em estado consciente, semiconsciente ou inconsciente e/ou adormecido.
Após o desencarne ou morte física, a consciência hominal, desprovida do seu veículo de ação (corpo físico), passa a viver temporariamente em corpo astral no Plano Astral, o qual posteriormente (quando da passagem para o Plano Mental) é também descartado.

Quando o homem direciona sua consciência para o corpo astral interagindo com o ambiente e demais entidades astrais, consegue vivenciar, registrar e assimilar informações, experiências e aprendizado. A atuação de cada Ser no Plano Astral, pode variar segundo o seu grau evolutivo, podendo ser negativa, destrutiva e egoísta ou positiva, construtiva e altruísta.

Quando inconsciente (normalmente durante o sono), vaga pelo astral ao sabor das entidades que lá habitam e das egrégoras às quais se afiniza pelas suas crenças, atitudes e pensamentos, recordando-se posteriormente da experiência como sonhos ou pesadelos.

Sendo muito mais sutil, a matéria astral interpenetra à matéria física, o que implica no fato de que as vibrações emanadas por ambas influenciam-se mutuamente. Um corpo físico purificado ajudará na purificação do corpo astral. Um corpo astral purificado terá acesso aos sub-planos mais sutis do astral impregnando-se com vibrações relativas a sensações e emoções mais elevadas que, por conseguinte afetam e auxiliam na purificação do corpo físico.

O Plano Astral ou emocional é o plano ou dimensão regido pelas emoções, gostos, crenças e desejos, que criamos e nutrimos ou nos são impostos e sugeridos. Portanto, o que encontraremos após o nosso desencarne, em nossa marcha evolutiva, será o fruto daquilo que tivermos cultivado nesta fase terrena de nossa existência.


JAPS

Bibliografia:
• Glossário Teosófico – H. P. Blavatsky;
• Fundamentos de Teosofia – C. Jinarajadasa;
• A Vida do Homem em Três Mundos – Annie Besant;
• Revista Aquários - SBE
• Viagem de uma Alma – Peter Richelieu.