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Fase 9

AFIRMA JHS: “De fato a TEOSOFIA É A ARCA DE SALVAÇÃO (DHARANA 54 de 1930, Pag 198). Noutra passagem garante-nos que a S.T.B. é a ARCA DA SALVAÇÃO. A cada passo, em seus estudos, diz que a ”Arca” é a própria AGARTHA. Entende-se que a ARCA DA SALVAÇÃO identifica-se à “Confraria Branca dos Banthe-Jaul”, que se traduz por Sudha-Dharma-Mandalam, com seus altíssimos, espirituais, interiores, ocultos ou subterrâneos valores de Fraternidade, Sabedoria, Pureza, Sacrifício, Justiça, Amor, Verdade; enfim, AGARTHA e, na sua mais perfeita essência, SHAMBALLAH.

Nos mesmos comentários, logo a seguir, propõe o Mestre que “para maior compreensão do termo “mundo subterrâneo”, preferimos transcrever neste lugar a Profecia do Rei do Mundo. Profecia que termina com estas palavras: “Então enviarei um povo, agora desconhecido que, com mão firme, arrancará as más ervas da loucura e do vício e conduzirá aqueles que ficaram fiéis ao Espírito dos homens na batalha contra o mal. Eles fundarão uma nova vida sobre a Terra purificada pela morte das nações. (...) Então, os POVOS DA AGARTHA SAIRÃO DAS SUAS CAVERNAS E APARECERÃO NA FACE DA TERRA.

Positiva e abertamente declara o Mestre em DHARANA 52 de 1930: “Esta povo será constituído de quantos queiram se alistar sob o alvo Estandarte da PAZ, do AMOR, da SABEDORIA e da JUSTIÇA, desfraldado pela Sociedade Teosófica Brasileira, pois é Ela quem vem anunciar uma Nova Era de PAZ e de FELICIDADE para o mundo!

E acrescenta, confirmando: “de fato a TEOSOFIA é a ARCA DA SLAVAÇÃO, em cujo bordo poderão navegar desde já, sobre as ondas tempestuosas do mar da vida, todos os homens de boa vontade; isto é, livres de preconceitos, isentos de ódios e de idéias separatistas, mas em ânsia de um Ideal verdadeiro, onde possam abastecer a sua mente e o seu coração com a SABEDORIA e o AMOR, que são dons naturais de todos os homens”.

E em seus comentários ao “REI DO MUNDO”, mesma antes citada DHARANA, em desafiante desfecho: “Depois de tão assombrosa quão reveladora profecia, só nos resta dizer aos céticos e maliciosos de todos os tempos – por mais sábios que se julguem e sem receio algum de cairmos no ridículo e nas satânicas armadilhas de que se servem os inimigos do AMOR, da VERDADE e da JUSTIÇA – que EXISTE, SIM, UM MUNDO MISTERIOSO QUE NOS FICA BEM PRÓXIMO...e como se fosse ele o próprio “CORAÇÃO DO UNIVERSO” a palpitar nas entranhas da Terra, se reflete na sua superfície, com MIRÍADES DE OLHOS, BOCAS E OUVIDOS,  a perscrutar os atos e pensamentos, tanto dos homens bons como dos maus...”Reverso de medalha” do mundo mayávico ou das ilusões dos sentidos; no entanto, É ELE REAL OU VERDADEIRO PARA AQUELES QUE POSSUEM O DIREITO DE PERCEBER AS COISAS COM OS OLHOS DA ALMA E DO ESPÍRITO.

O outro é o mundo onde, embora sendo o da evolução da Mônada, habitam inúmeros “loucos” que, imitando o principal personagem do drama shakespereano, examinam o seu próprio crânio vazio, na esperança de resolver os grandes problemas da vida, sem a certeza natural dos que palmilham a VANGUARDA DA HUMANIDADE  como seus GUIAS ou PROTETORES, ADEPTOS ou ILUMINADOS.” E, como se não bastasse, volta a nos dizer: “Além disso, o Rei do Mundo é o mesmo Planetário da Ronda, o Manu Primordial, conhecido nas escrituras orientais através dos termos MAITRI e MAITREYA”.

Para aqueles que possuem o direito de perceber as coisas com os olhos da alma e do espírito, no mesmo anseio de esclarecer, insiste o Mestre em DHARANA 104, abr/jun 1949, pág 47, “...MAITRI equivale – como Planetário da Ronda – ao Manu-semente e Manu-colheita. Por isso mesmo, todos os demais, preciosas folhas dessa prodigiosa ÁRVORE DE SABEDORIA, como os próprios Budas o são, da de ADI-BUDHA. Donde o precioso lema de certa Fraternidade do Norte da Índia, ou seja: ADI-BUDHA VAHAM BUDHA, com o significado de Budha veículo de Adi-Budha, o que só por si explica tudo mais quanto fosse dado revelar sobre tão transcendental mistério.

Bem se pode dizer que AKDORGE é, ao mesmo tempo, o escudo defensivo da própria humanidade, até que se manifeste em sua forma integral, o mesmo AMITRI, como Redentor-Síntese, ou antes, o verdadeiro Prometido ou Anunciado, desses tempos imemoriais pelos Rishis, Munis, Arhats, Sibilas e profetas.

Sobre ACKDORGE, mesma DHARANA, mesma pagina, diz JHS: “Jorge, George ou Gorge, como é chamado em certas línguas, valem pelas duas sílabas finais do “Cavaleiro Ackgorge ou ACKDORGE” das tradições transhimalaias, como comandante em chefe dos exércitos do Rei do Mundo (do Grande Senhor), de Maitri ou Maitryea. Nesse caso, semelhante ao mesmo arcanjo Miguel ou Mikael, que deu combate aos exércitos do Mal, e que se acha à porta do paraíso terrestre, com sua espada flamígera, não para que ali não volte mais a primeira parelha humana, como quer a Bíblia, mas, até que chegue a idade do andrógino vitorioso, na razão do que antecedeu à chamada “queda do sexo”.

Ackdorge, como “escudo de Maitri”, representa o Ronco ou origem da prodigiosa série dos YOKANANS, como Arautos ou Anunciadores daquele, através dos seus avataras, senão mesmo de todos os manus raciais, desde que MAITRI equivale – como Planetário da Ronda – ao Manu-semente ou manu-colheita’.

E, depois de mostrar que Ackdorge é semelhante ao mesmo arcanjo Miguel ou Mikael, comenta: “ Miguel ou Mikael é um dos sete arcanjos da igreja, figurados no candelabro das sete velas, nas sete trombetas da visão de Esequiel, etc., que nem nada diferem dos DHYANS-CHOANS  ou Espíritos Planetários das mesmas tradições orientais, como também dos Amesha-Spenta ou Ameshaspend, como sete gênios benfeitores que na religião mazdeista assistem a Ahura-Mazda.

É por demais evidente o paralelismo sempre proposto pelo Mestre: o homem individual dum lado e a coletividade como um TODO, a Raça ou a Humanidade doutro, todos em luta contra o seu karma sombrio, ambos expressando-se em ACKDORGE, cujo nome não se distingue dos de Miguel e Maitri.

Por isso, ao mesmo tempo ACKDORGE é o escudo de MAITRI e da própria Humanidade. Se considerando a deificação como síntese dos valores evolutivos da Humanidade – o MAITRI. Se considerando a manifestação da Divindade dissolvida em miríades de seres humanos em sua conquista de Redenção - a HUMANIDADE. Pois, manifestar-se em sua forma integral, referindo-se ao MAITRI, como Redentor-síntese (o verdadeiro Prometido ou Anunciado, desde tempos imemoriais, Rishis, Munis, Arhats, Sibilas e profetas), significa o mesmo que a Humanidade ter alcançado a sua total Iluminação, Redenção, Libertação ou Salvação.

Repetindo o pensamento do Mestre: E, desde que Maitri equivale – como Planetário da Ronda (Senhor de todo o contexto evolutivo) ao Manu–semente e Manu-colheita ou, falando doutro modo, Àquele que se manifesta em miríades de seres (espírito materializando-se) e colima com a sua Iluminação coletiva ou integral (matéria espiritualizando-se),  a Humanidade ou Raça, na formação dos Pramanthas, vitoriosos por seus próprios esforços (donde a simbologia dos S. Jorge, Perseu e Andrômeda, Prometeu à espera de Epimeteu, a Bela Adormecida salva pelo “beijo” do Príncipe, finalmente, ACKDORGE) como resultado global da secreta luta de cada célula humana pela conquista de seus integrais valores evolutivos, equivale, por efeito de reciprocidade, ao próprio Planetário, entidade coletiva ou espiritual ou, acorde ao que foi dito de início, ao mesmo MAITRI, como sua manifestação na face da Terra.

Enfatiza mais JHS – DHARANA 123 de jan/mar 1945, pág 11: “...o termo “Instrutor do Mundo” refere-se nas escrituras ocultistas e teosóficas, ao Dirigente Espiritual de nosso Globo ou Planeta; com outras palavras, o Planetário da Ronda”. Nas tradições transhimalaias, tem vários nomes, dentre eles: Erdemi, Maitreya, Ackdorge, o mesmo Arcanjo Miguel da Igreja (em grego Mikael, no árabe Mikail, ou antes, Mirrail, segundo a sua pronúncia, e com significado: Aquele que é como Deus ou semelhante a Deus. Em verdade, Aquele que o representa na Terra).

Finalmente pondera em DHARANA 104 abr/jun 1940, pág 47: “razão pela qual deveria (a humanidade) tomar por simil a ACKDORGE que, esmagando com as quatro patas de seu cavalo o dragão por ele mesmo elanceado (os quatro princípios inferiores teosóficos, esmagados pelos três superiores, a Tríade, a Mônada, a Consciência Imortal) aponta ao homem que deve fazer a mesma coisa, isto é, dominar os seus instintos inferiores, o espírito do Mal que nele habita, ou seja, o “dragão do Umbral” ou mau karma proveniente de suas vidas anteriores..., karma também proveniente de sua origem, na razão da “queda do Espírito na matéria”; pos isso que deve alcançar a sua própria redenção, superação, etc, por esforço próprio, na razão do “Faze por ti que Eu te ajudarei”.

Ora, alcançar a sua própria redenção, superação, etc, por esforço próprio significa realizar-se humanamente, iluminar-se, tornar-se um Adepto, os grupos ou coletivamente de 777 seres que tal alcançam constituem os PRAMANTHAS que, como ensina o Mestre, vão fazer avatara em Mahatmas, e estes, finalmente, em Manasaputras, no Panteão shambalino; isto é, interiorizando-se cada um individualmente, e “descendo” aos Mundos Subterrâneos coletivamente.

Sobre os MANASAPUTRAS, custodiados em Shamballhah, diz o Mestre: “...nas escrituras teosóficas e ocultistas se afirma que os “SENHOES DE VÊNUS (Senhores de Compaixão, como também são chamados) quando baixarem a Terra para auxiliar os homens, etc, foram portadores de três dádivas: MEL, TRIGO e FORMIGA. Em outros estudos já tivemos ocasião de dar os verdadeiros significados de tão estranhas coisas para serem trazidas para o mundo humano: MEL, em relação à Sabedoria de que eram eles portadores; TRIGO, como alimento material, o “pão nosso de cada dia”; enquanto a FORMIGA, animal que destrói o humano esforço, o KARMA, a luta pela vida, na razão do “ganharás o pão com o suor de teu rosto...” (DHARANA 15/16, jan/fev 1961).

No mesmo artigo, diz logo adiante: “Os termos MAITRI e MAITREYA ligados se acham, estreitamente, ao mistério da letra M, comprovante da hierarquia dos MAKARAS, ou seja, aqueles que na terceira raça-mãe (lemuriana) concederam aos homens o mental (Manas) e o sexo. A supracitada hierarquia (Makaras) tem por expressão cósmica, o signo de TAURUS que, como se sabe, é VÊNUS.

Como se constata, sempre os aspectos deíficos estão subjacentes aos humanos. Jamais, em JHS, os deuses se encontram religiosamente separados da Humanidade, como se pode comprovar: MAITRI e MAITREYA, ligados a MAKARAS, para os valores da Mente e do Sexo. Makaras ou KUMARAS, Senhores do Karma (Mel, Trigo e Formiga ou Sabedoria, Perpetuação e Karma) pelo signo de taurus ligado a Vênus. Novamente, Senhores de Vênus ou Manasaputras e daí, a Makaras ou Kumaras, Maitri, Planetário e outra vez, a Humanidade.

Em DHARANA 9/10, mar/jun 1959, pág 53, ainda comentando René Guénon, no artigo “Os mundos Subterrâneos e o Rei do Mundo”, ao dizer do escritor francês: “Perto de Luz dizem existir uma amendoeira (em hebreu LUZ), em cuja base se encontra uma concavidade, por onde penetra em um subterrâneo, o qual conduz a mencionada cidade secreta”, critica o Mestre: ”Nem mesmo assim, o ilustre cabalista René Guénon conseguiu descobrir de que cidade se tratava. De nada lhe valeu um nome tão precioso como o de LUZ. Digamos nós aqui, sem rebuços, o prodigioso nome dessa cidade: SHAMBALLAH. É essa a oitava cidade subterrânea que, conjuntamente com as outras sete, a ela subordinada, forma o tão debatido e por isso mesmo pouco conhecido, reino de AGARTHA.

Em face da famosa sentença hermética que nos ensina que “o que está em cima é igual ao que está em baixo” e, portanto, o nosso globo reproduziu em baixo o que se acha no alto, tal como o homem que é do Macrocosmo o Microcosmo, pode o autor citado lembrar-nos o que é bem conhecido de todos quantos possuem profundos conhecimentos da Ciência Oculta: “situa-se Luz na extremidade da coluna vertebral. Tal fato, parecendo bastante estranho, esclarece o que nos afirma a tradição hindu, a qual localiza nesse lugar a força denominada Kundalini, que é uma forma Shakti considerada imanente no ser humano.

Ao próprio seio da Terra se denomina “Laboratório do Espírito Santo”, por ser o lugar onde viver em atividade o Fogo Cósmico que tanto vale por kundalini. É ainda a razão por que se dá a tal região o nome de “Omphalo” ou umbigo, seio, útero, etc, da Terra. A Kundalini, achando-se na extremidade inferior da coluna vertebral, ou COCCIX do homem, está em relação com o chacra ou centro de força Muladhara (chacra raiz, com sede dos demais), o qual possui 4 pétalas ou melhor, é dividido em forma de cruz, na mesma razão da terceira emanação divin ou ESPÍRITO SANTO.

Novamente a presença humana indissolúvel da divina: Luz, Shamaballah, Kundalini ou Fogo Cósmico para Laboratório do Espírito Santo, o chacra Muladhara, pela forma, o ideograma do Terceiro Logos, para “emanação divina do Espírito Santo.
É o próprio René Guénon, em o REI DO MUNDO (Editora Castelo Branco), pág 127, quem diz: “Do testemunho concordante de todas as tradições extrai-se claramente uma conclusão: é a afirmação de que existe uma Terra Santa, por excelência, protótipo de todas as outras Terras Santas, centro espiritual, ao qual todos os outros centros estão subordinados. A Terra Santa é também a Terra dos Santos, a Terra dos Bem-aventurados, a Terra dos Viventes e a Terra da Imortalidade; todas estas expressões são equivalentes, mas é preciso ainda juntar a de Terra Pura, que Platão aplica precisamente à morada dos Bem-aventurados.

Situa-se habitualmente essa morada num mundo invisível, mas, se quiser compreender do que se trata, não deve se esquecer que se passa o mesmo com as hierarquias espirituais de que falam também todas as tradições e representam, na realidade, os graus de iniciação.

Importa, do trecho citado de René Guénon, destacar as notas que faz sobre Terra Pura, e as várias Terras Santas das tradições. Eis uma: “Entre ass escolas budistas existentes no Japão, há a de GiÔ-dô, cujo nome se traduz por Terra Pura. Isto faz recordar, por outro lado, a denominação islâmica dos Irmãos da Pureza (Ikhwân Es-Safâ), sem falar nos Cátaros da Idade Média ocidental, cujo nome significa puros”. Com que se afiniza ao pensamento de JHS (DHARANA 15 e 16, jan/fev 1961): “Esotericamente falando, é como se disséssemos: AGARTHA é o corpo e SHAMBALLAH a cabeça. Ambas são por demais conhecidas dos preclaros membros da Grande Fraternidade Branca (do Himalaias, outrora) com o nome de SUDHA-DHARMA-MANDALAM (Sudha- pureza, Dharma- Lei e Mandalam – Fraternidade; isto é, os Irmãos de Pureza, a Fraternidade dos Homens Puros, que mantém a Lei do mundo)”. E a outra: “Além disso, os diversos mundos são propriamente estados e não lugares, embora possam ser descritos simbolicamente como tais. O vocábulo sânscrito loka, que serve para designá-los, e que é idêntico ao latim locus, encerra em si a indicação desse simbolismo espacial. Existe  também um simbolismo temporal, segundo  o qual esses mesmos estados são descritos sob a forma de ciclos sucessivos, embora o tempo, tão bem como o espaço, não seja na realidade, senão uma condição própria de um dentre eles, de forma que a sucessão não é aqui senão a imagem de um encadeamentos causal.

Em DHARANA, a supracitada, ainda JHS: “O Rei do Mundo”, colocado entre as colunas da Justiça e da Paz, possui de fato o papel de Lei ou Dharma, embora nele se englobem as 3 funções, na razão de “3 trombetas para uma só boca” ou das 3 pessoas distintas e Uma só verdadeira, visto ser ele a representação da própria Divindade na Terra. A esse mistério da Trindade está ligado o termo MAITRI ou “o três vezes passado por Maya”, senhor dos 3 mundos, vitorioso das 3 gunas ou qualidades de matéria; ou seja, no homem, o equilíbrio dos seus 3 corpos, equilíbrio que faz dele um Adepto ou Homem Perfeito, Mahatma, etc – que se compreende o homem que, por seus próprios esforços, alcançou a Iluminação, a Libertação, a Redenção ou salvação. Budhi-Taijasi ou “a alma humana iluminada pela alma Espiritual”, Mônada integrada à personalidade, assimilação e vivência constante dos valores INTERNOS ou ESPIRITUAIS, superiores, deíficos ou AGARTINOS...

Os Kumara, os Manasaputras, o Rei do Mundo e seus Ministros, os Dhyanis, os Rishis e as Plêiades, os Mahatmas, os Jinas, enfim, os deuses existem, especial modo, nos MUNDOS INTERIORES, que JHS igualmente denomina de “MUNDOS SUBTERRÂNEOS”; Terra, Humanidade ou Deus. No interior da terra, logo, a humanidade no seu aspecto espiritual.

Tais MUNDOS se alcançam por via interna, pois, rompendo-se a casca material e penetrando-se no subjetivo é que atingimos a INTERNA realidade espiritual, ou pelo menos, em estância inicial, uma outra dimensão, não apenas HUMANA, mas também ESPACIAL, pela certeza de que onde se encontra o SER, aí está o espaço, por indissolúvel polaridade manifestativa.

Nos planos de Prakriti (físico-físico), estamos nós – corpo de matéria, por fora como por dentro, tanto no que se refere ao homem quanto ao planeta. A natureza caminha paripassu com a Humanidade, com ensina JHS. E entre nós e os outros, as coisas ditas materiais, o espaço e o meio natural físicos, que embora “construído sobre três dimensões”, por constante transformação (Lavoisier e JHS), abarcará as quarta, quinta e sexta dimensões – ligadas todas elas às precedentes – constituindo os mundos superiores de quatro dimensões (astral), de cinco (mental), de seis (espiritual), etc.

Portanto, não constitui nenhum absurdo dizer-se que esses Seres Superiores “vivem” DENTRO DO HOMEM, no CORAÇÃO DA HUMANIDADE, ou Inconsciente Coletivo segundo Jung, no ÚTERO DA TERRA; terra esta que se “esquematiza no Hexágono, o Vau que liga e desliga os TRÊS superiores dos TRÊS inferiores e que, como objetivação do “quarto mundo cabalístico, pertence ao próprio TRONO, donde procede ou emana o próprio MAITYRI”, síntese de tudo ou, como diz JHS, “Senhor das três Mayas, ou mundos”.

Sim, tais seres superiores e sua contraparte Espacial, existem DENTRO DO HOMEM, no que este respeita como indivíduo; coletivamente no CORAÇÃO DA HUMANIDADE; e para o Todo, diz-se no SEIO ou ÚTERO DA TERRA. De que outro modo poderia expressar? Quando sonhamos, cenários imensos com montanhas, cidades nunca vistas, céus pejados de estranhas naves, bibliotecas, museus, viagens, multidões. Onde estão senão em nós, dentro de nós? Creio, é o sentido, só que não é sonho, e tão somente aí dentro de nós, podemos vê-los e ouvi-los, e com eles, igualmente “existir”.

 

Manoel Ferreira