Fase 4
Falando sobre a simbologia do Tríplice Logos, Castãno Ferreira esclarece que o LOGOS ÚNICO é representado pelo círculo puro, do qual se derivam os outros três a traduzirem as diversas manifestações da Vida Una, cada qual representada por outros símbolos.
“Desses três outros símbolos, o primeiro, o ponto no círculo, representa a primeira diferenciação, ou o primeiro véu, homogêneo e tenuíssimo da matéria manifestada em pleno Oceano da Eternidade. No simbolismo tradicional é definido como “o germe no ovo”.
O símbolo seguinte expressa a segunda fase da manifestação. O Espírito de Vida diferenciando a matéria universal a fim de lhe dar o princípio da polarização (POLARIDADE), pelo contato daquilo que se manifesta com aquilo já manifestado. Daí, PAI e MÃE, Espírito e Matéria, PURUSHA e PRAKRITI.
A terceira fase da manifestação é representada pelo símbolo. No Ovo do Mundo, já Pai e Mãe ativos, a se unirem. E, dessa união, surgindo os Sete Primordiais – os 7 Auto-gerados, que coletivamente constituem a IDEAÇÃO CÓSMICA, o também chamado terceiro Logos.
Importa muito considerar, para plena compreensão deste assunto, a frase que se segue, fecho de tão brilhante descrição: “Esses 7 Primordiais são os mesmos DHYAN-CHOHANS SUPERIORES, os Logoi. Surgem na terceira fase da manifestação mas representam realmente o quarto estado, a partir do Nucléolo ou Sol Oculto”.
Fase 5
Outro ponto de imensa importância a considerar é a OBJETIVIDADE DE PRABRAHM, por outro nome, a Substância Eterna e Infinita. Eis o comentário de Castãno Ferreira: “O LOGOS ÚNICO VÊ PARABRAHM COMO A PODEROSA EXTENSÃO DE MATÉRIA CÓSMICA”.
Não importa, como diz Subba Row, a natureza, a tenuidade dessa alguma coisa material e objetiva. O que importa é a OBJETIVIDADE de Parabrahm visto pelo Logos.
Mesmo para o mais alto Ser ou Ego manifestado, que é o Logos, Parabrahm só é concebível como Mulaprakriti, isto é, como uma realidade objetiva e material. Quer dizer, o Logos só vê, da Substância Infinita e Sem Causa, Absoluto ou Divina Essência Desconhecida, o aspecto objetivo, a traduzir-se por véu que lhe esconde a realidade intrínseca.P
Portanto, o LOGOS NÃO CONCEBE PARABRAHM COMO A CONSCIÊNCIA ABSOLUTA, pois esta é para Ele, a negação da consciência, ou seja, a INCONSCIÊNCIA.
Fundamentais são as seguintes considerações:
1º - A Substância Infinita não se confunde com o Eu Universal, nem com o Não-Ser, pois é a síntese de tudo.
2º - Não sendo, por isso mesmo, objeto de conhecimento é, entretanto, capaz de dar origem a tudo aquilo que se converta em objeto de conhecimento. E dá origem em primeiro lugar aos centros de energia que são os Logos, inumeráveis no seio de Parabrahm.
3º - Os Logos constituem os EGOS CÓSMICOS, e todos os egos são seus reflexos nos limites da manifestação universal.
4º - A mais importante proposição a considerar: quando Parabrahm entra na existência como Ser consciente (seu manifestar-se), o Logos o vê como Mulaprakriti, ou seja, como algo material e objetivo que ao próprio Prabrahm oculta.
Manoel Ferreira