Fase 3
Comentando sobre as primeiras inteligências ou Consciências que surgem no dealbar da Manifestação, assim nos orienta Castanõ Ferreira: “Os ESPÍRITOS PLANETÁRIOS surgem ao impulso da manifestação, como experiências passadas ou de outros “Dias de Brahmã”. Constituem coletivamente, a IDEAÇÃO CÓSMICA, que vai modelar o novo Universo segundo as experiências anteriores.
“Um Dhyan-Chohan Superior, MIKAEL, disse que a FINALIDADE DA EVOLUÇÃO É TRANSFORMAR A VIDA ENERGIA EM VIDA CONSCIÊNCIA’.
“O plano evolutivo de um Universo, concebido pela Ideação Cósmica, que é formada pelo conjunto de Espíritos Planetários desse Universo, visa essencialmente, a dar ao mesmo grau de consciência desses Arquétipos a Mônadas ainda inconscientes no plano da manifestação. Cada átomo eterno ou mônada , que é uma partícula da Substância Infinita ou Vida Una – fonte perene de energia, há de se transformar numa Consciência. Resulta, por conseguinte, que a EVOLUÇAO TEM UM LIMITE, imposto pelo plano arquetipal. Infinitos são os átomos etenos ou mônadas que se manifestam; dito de outro modo, o número de unidades de vida-energia nos Dias de Brahmã é infinito, como infinitos são também os tipos de evolução. Entretanto, a finalidade a atingir é sempre a mesma, através das miríades de formas manifestadas.
“Assim, os Espíritos Planetários, objetivos últimos a que tente o impulso evolutivo das mônadas no plano do Ser, não mais estão sujeitos a erros, visto que Eles constituem a própria MENTE CÓSMICA”.
Enfatiza Castanõ Ferreira a declaração de que “A EVOLUÇAO TEM UM LIMITE”, perorando a sua importância para a compreensão do plano geral na manifestação e seu constante processo de deificação.
Transcrevemos suas explicações mãos detalhadas sobre o assunto: “É de fundamental importância que se tenha uma exata compreensão do caráter FINITO da evolução dos Universos no seio INFINITO da Vida Una.
“Digamos que no nosso sistema solar haja um número N de mônadas em evolução. Quando chegar o fim do atual Manvantara, apenas uma parte das mônadas, como soi acontecer, terá alcançado a completa libertação. Estas MÔNADAS LIBERADAS é que irão construir – antes de desaparecerem para sempre na Beatitude da EXISTÊNCIA TOTAL – os Arquétipos dos futuros Universos, pela razão de terem sido Elas as que CONQUISTARAM O GRAU DE CONSCIÊNCIA DOS DHYAN-CHOHANS SUPERIORES. As mônadas não libertadas manifestar-se-ão com o mesmo grau de consciência alcançado. Por fim, as mônadas trabalhadas, que constituem o eixo ou pivô de todo Manvantara, arrastarão, nos planos do ser, correntes de mônadas ainda inconscientes, ou seja, partículas de vida-energia que, por sua vez, deverão se transformar em vida-consciência antes de voltarem ao Oceano da Eternidade.
“A aparente contradição entre os limites da evolução de um Universo e a natureza da Substância Infinita ou Eterna (Parabrahm) se explica, pois, da seguinte maneira: OS UNIVERSOS SÃO FINITOS; PORÉM, A CONTRADIÇÃO ENTRE OS LIMITES IMPOSTOS À EVOLUÇÃO DOS MUNDOS E A SUBSTÂNCIA ILIMITADA E ETERNA, SE RESOLVE PELA SUCESSÃO INFINITA DE UNIVERSOS FINITOS”.
Manoel Ferreira