Fase 11
Conquanto afirmam JHS e Roso de Luna não haver diferença entre os termos “Teósofo” e “livre pensador”, é comum entre os espiritualistas, a permanência de uma idéia de divindade separada de sua manifestação, mantendo por conseqüência, a Tônica religiosa imprópria às instituições teosóficas. Daí, a nota de C. Ferreira: “a filosofia esotérica repele como errônea a idéia de um Deus pessoal, o que vale dizer, não pode admitir a idéia de um Deus criador, como ensinam as religiões.
Em “A Chave para Teosofia?”, edição francesa, encontramos o seguinte dialogo, onde respostas são de Helena Petrovna Blavatsky:
Question – Croyez-vous em Dieu?
Response – Cela dépend de ce que vous entendez par ce terme.
Question – Je veux parler du Dieu des chrétiens, du Pére de Jésus, du créateaur, du diei de miose, em um mot.
Response – nous ne croyon point em um dieu semblable à celui-lá
(La clef de la théosophie, par H. P. Blavatsky, quatriéme éditio complete – lês edition Adyar, Paris, 1931)
Definindo a Lei da Harmonia Universal, assim se expressa Blavatsky: “Há uma lei eterna na natureza que tende sempre a ajustar os opostos e a produzir uma harmonia final. Mercê a esta lei de desenvolvimento espiritual, a Humanidade ver-se-á livre de seus falsos deuses, encontrando-se finalmente redimida por si mesma.
Acorde a esta definição diz JHS: “...Dhyan Choan ou Planetário, cujo corpo físico é a própria Terra, quarto globo do nosso sistema”, completando com a explicação de que tal Ser, o Planetário Dirigente do Globo, deve portanto, viver no interior do seu corpo físico, no seio da Terra e receber o auxilio tulkuístico de seus irmãos dirigentes dos outros seis globos. Que o Ven. C. Ferreira comenta: o Logos, o mesmo Dhyan-Choan ou Espírito Planetário surge, com seus irmãos, em número de 7, “ao impulso da manifestação, como experiências passadas ou de outros dias de Brahmã; isto é, de outros conjuntos de sistemas evolutivos ou Manuantaras e constituem, coletivamente, a IDEAÇAO CÓSMICA, que vai modelar um novo universo segundo as experiências anteriores. Completando: assim, os Espíritos Planetários, objetivos últimos a que tende o impulso evolutivos das mônadas no plano do ser, não mais estão sujeitos a erros, visto que constituem Eles a própria MENTE CÓSMICA.
Mente cósmica que através de Purusha e Prakriti, ou Espírito e Matéria universais, torna-se a IDEAÇAO CÓSMICA, que denomina de DEMIURGO, o Construtor com suas legiões criadoras; ideação cósmica que, objetivada, constitui-se no LOGOS CRIADOR que engloba o conjunto de sete altíssimas inteligências (Dhyan-Choans ou Planetário), que são a raiz de setenário na natureza. Daí que,os 7 raios de Purusha fundidos às 7 Pakritis para constituir o Universo Ativo, “representam as Sete hierarquias primordiais de Prakriti, e as sete hierarquias do raio divino”. Sendo que as hierarquias do raio divino constituem a parte interna das do raio primordial – espírito e matéria, traduzidos nas três hierarquias arrúpicas: LEÕES DE FOGO, OLHOS E OUVIDOS ALERTAS E VIRGENS DE VIDA, agindo através das quatro hierarquias rúpicas: ASSURAS, AGNISVATAS, BARISHADS E JIVAS. Conclui dizendo: “estas é que constituem, propriamente falando, as HIERARQUIAS CRIADORAS.
Ajudando no encontro da realidade, as palavras precisas de C. Ferreira: “Em verdade, PARABRAHM só pode ser entendido por um Iniciado, ou melhor, por um Iluminado, como um PRINCÍPIO, como uma LEI. E, para que não fiquem dúvidas, ainda reforçando: jamais, portanto, como um Ser.
Ele mesmo completa magistralmente: Que LEI é essa? O nome que melhor lhe cabe é LEI DE HARMONIA UNIVERSAL; e seus aspectos fundamentais nos mundo contingentes, isto é, seus reflexos são a LEI DE CAUSALIDADE (Karma) e a LEI DA EVOLUÇÃO.
Fase 12
Cremos que os Sete aspectos de tão fantástica entidade admitem o temo PRICÍPIO ou LEI (temos empregados por C. Ferreira); entretanto, sem deixar de considerar que tudo é vivo no universo, embora neste modo tão metafísico de compreender, a mera expressão “homem” fique muito aquém de qualquer consideração.
Assim, nos máximos termos de profundidade quanto à nossa possibilidade de entender para alcançar uma Verdade, muito além do sentido que se dá a palavra “pessoa”, encontra,-se as LEIS UNIVERSAIS vivas e conscientes, em número de sete e assim nominadas, conforme o Kaibalion de Hermes, o Trimegistro:
1 – A Lei do Mentalismo
2 – A Lei de Correspondência
3 – A Lei de Vibração
4 – A Lei de Polaridade
5 – A Lei de Ritmo
6 – A Lei de Causa e Efeito
7 – A Lei de Gênero
Tudo é vida, tudo é vivo. Por que as ações deixariam de sê-lo? O Gênesis afirma que “no princípio era o Verbo e o Verbo se fez carne”. As ações, os verbos são também seres vivos. Pitágoras considerava os números como entes vivos. O que se faz, o verbo ou ação, é como a luz emitida pelo Sol. No universo nada se perde, nada se cria, tudo se transforma – Lavoisier. O que acontece à luz? De algum modo ela continua existindo. O que acontece às ações? Uma vez realizadas, igualmente de alguma forma continuam existindo, daí que o “verbo se fez carne”, transformou-se em carne. O verbo, a ação, como o pensamento. Sabe-se que o pensamentos são seres vivos, elementares, donde dizer-se formas-pensamentos, forma para algo existente, vivo. Como apoio a este argumento, a informação de Castãno Ferreira sobre os Sete Raios de Luz: “O Mestre revelou ser Dharana quinta rama das confrarias budhistas do norte da Índia e do Tibet. Mais seis ramas existiam esparsas no mundo e formavam assim os sete raios de luz. Supúnhamos serem essas ramas sociedades organizadas como a nossa, mas hoje sabemos que se trata de discípulos caídos do mesmo Centro Iniciático, de onde também saiu Henrique, em passado distante”. (DHARANA 18/20 de 1927 – Contribuições para a Futura História da Sociedade Dharana).
São os seguintes os axiomas pertinentes a tais leis:
LEI DO MENTALISMO
“O Todo é mente; o Universo é Mental”.
LEI DE CORRESPONDÊNCIA
“O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima”.
LEI DE VIRBRAÇÃO
“Nada está parado; tudo se move, tudo vibra”.
LEI DE POLARIDADE
“Tudo é duplo; tudo tem pólos, tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meio-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados”.
LEI DE RITMO
“Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento a esquerda; o ritmo é a compensação”.
LEI DE CAUSA E EFEITO
“Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a lei; o acaso é simplesmente um nome dado a uma lei não conhecida; há muitos planos de causalidade, porém, nada escapa a lei”.
LEI DE GÊNERO
“O gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos”.
No universo tudo é SER, tudo é VIDA. Por isso, é que “evoluir é transformar vida-energia em vida-consciência.
Logo, quanto mais próximo do fulcro central – oitavo sistema ou causa das causas, tanto mais consciencial. Que pode ser mais CONSCIENTE do que a própria LEI? Assim, as sete grandes leis universais podem traduzir-se pelos sete Dhyans-Choans ou Planetários que na HUMANIDADE se encontram manifestados.
A natureza intrínseca de tudo quanto está manifestado, os seres essenciais ou estruturais, universais ou cósmicos, que nas leis se identificam. LEIS, pois, que constituem as vidas realizadas, ou divinizadas, no oitavo do passado maha-kalpa, e hoje a eterna e misteriosa transcendência subjacente nos miríades de aspectos imanente da manifestação.
Manoel Ferreira