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Fase 10

Em seu magnífico estudo “Os Mistérios do Sexo”, ensina o Mestre que a Terra é o corpo físico do Planetário. Com suas palavras: “...Dhyan-Choan ou Planetário, cujo corpo físico é a própria Terra, quarto Globo do nosso Sistema”. (DHARANA 28/29 de 1966)
E assim continua JHS: “Tal Ser, o Planetário, dirigente do Globo, deve portanto, viver no interior do seu corpo físico, no seio da Terra, pouco importa como ou porque, e deve receber o auxílio tulkuístico de seus irmãos dirigentes dos outros seis globos, sem necessidade de se afastarem dos respectivos governos espirituais. Se assim não fosse, como se poderia conceber o desenrolar de sete raças-mães e respectivas sub-raças, desenvolvendo cada uma delas determinado estado de consciência? Cada raça-mãe se acha sob o influxo ou direção de Sete Raios Diferentes, que são os Dhyan-Choans”.

O dirigente do Globo no seio da Terra. O Globo e a Terra...Um Globo e mais seis. Não seis Terras, mas seis Globos. Sobre a Terra comenta: “Se assim não fosse, como se poderia conceber o desenrolar de sete raças-mães, desenvolvendo cada uma delas determinado estado de consciência? Ora, raças e estados de consciência referem-se à humanidade; logo, “seu corpo físico”, tanto vale por Humanidade. E, “no seio da Terra” ou “interior do seu corpo físico”, o aspecto espiritual da humanidade.

Eis repetindo o que nos diz o Dr. Castãno Ferreira, venerável “Coluna J” do Mestre: “Os Logos constituem os EGOS CÓSMICOS, e todos os egos são seus reflexos nos limites da manifestação universal”.

Ora, o Logos, o mesmo Dhyan-Choan ou Espírito Planetário, surge com seus Irmãos (7 ao todo), ao impulso da manifestação, como experiências passadas ou de outros dias de Brahmã; isto é, outros Manvantaras, e constituem coletivamente, a IDEAÇÃO CÓSMICA, que vai modelar o novo Universo segundo as experiências anteriores. E acrescenta, muito significativamente, que “assim, os Espíritos Planetários, objetivos últimos a que tende o impulso evolutivo das mônadas no plano do Ser, não mais estão sujeitos a erros, visto que constituem Eles a própria MENTE CÓSMICA.

Após comentar PURUSHA e PRAKRITI, aspectos conscienciais e formais da manifestação, que chama de Pai e Mãe, unindo-se para constituir a Cruz do Mundo ou Universo Ativo, diz que este Universo Ativo é sinônimo de “DEMIURGO, o Construtor, a IDEAÇAO CÓSMICA com suas legiões criadoras”.

Explica que a expressão LOGOS ATIVO CRIADOR engloba o conjunto de 7 altíssimas Inteligências (Dhyan-Choans ou Planetários), que são a raiz do setenário na Natureza”, razão pela qual, afirma ele, “a filosofia esotérica repele como errônea a idéia de um DEUS PESSOAL, porque ao final, vai mostrar como os 7 raios de Purusha fundidos às 7 Prakritis para constituir o Universo Ativo, “representam as Sete hierarquias primordiais de Prakriti, e as sete hierarquias do Raio Divino”.

Após, esclarecendo que as hierarquias do raio divino constituem a parte interna das do raio primordial, citando o Dhyani Mikael: “Tudo isso representa, em conjunto, as SETE FORÇAS AUTO-ENVOLVENTES DA FORÇA UNA E SEM CAUSA que é, hipostaticamente, tríplice”, para nos fazer compreender que assim, das hierarquias do raio primordial, três  hierarquias arrúpicas ou informais constituem seus veículos de manifestação: LEÕES DE FOGO, OLHOS E OUVIDOS ALERTAS E VIRGENS DE VIDA”, que não podem ser concebidas como legiões de seres separados ou individualizados, pois expressam, conjuntamente, aquilo que se conhece como a TRÍPLICE FLAMA, e que tem a direção ativa e a duração de uma Cadeia Planetária, agindo através das quatro hierarquias rúpicas: ASSURAS, AGNISVATAS, BARISHADS E JIVAS.

Acrescentando, finalmente, que “estas é que constituem, propriamente falando, as HIERARQUIAS CRIADORAS.

CONSIDERANDO QUE O LOGOS NÃO CONHECE Parabrahm como a Consciência Absoluta, pois esta, para Ele é a negação da consciência, ou seja, a inconsciência, como anota o próprio C. Ferreira, eis que se deve compreender existe uma reciprocidade entre transcendente e imanente, ficando entre uma e outra, VAU, a Terra ou HUMANIDADE, donde o dizer de JHS: “é a PONTE que LIGA E DESLIGA, ao mesmo tempo, os três mundos superiores dois três inferiores, esquematizada no hexágono, o seis, o Vau”. E, afirmando para não deixar dúvidas: “De outro modo, evolução alguma poderia ser levada a efeito no mundo ou GLOBO TERRESTRE”.

 

Manoel Ferreira