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Espiritismo: um dos Degraus da Evolução

Na qualidade de presidente da Ordem Aleph, me coube tecer um comentário sobre esse segmento místico, que tanto tem contribuído para a evolução dos seres em suas trajetórias espirituais rumo à iluminação.

Sem a percepção exata do Espiritismo como um degrau na evolução dos seres, pois que a ordem natural é avançarmos para o pleno domínio do mentalismo, superando o animismo através de um árduo trabalho interno, não iremos alcançar o principal objetivo a ser perquirido pelo iniciado. Depois de pressentir a luz e negá-la, rumamos para um suicídio ou para a total involução.

O Espiritismo é uma religião ou doutrina que evoca os “espíritos”, que são as almas das pessoas desencarnadas, para que os mesmos desvendem ou solucionem um fato, um problema ou, às vezes, até aconselhem pessoas.

Nesta doutrina a alma é vista como um espírito encarnado, ou seja, seus seguidores falam que a alma “veste” um corpo humano, chamado de "invólucro material perecível". Deus escolheu a espécie humana porque a mesma chegou a um certo grau de desenvolvimento e de superioridade moral e intelectual sobre as outras espécies.

Todos os seres estão em evolução, então, todos possuem um caminho para trilhar, um objetivo, mesmo depois da morte, que é mais um passo para esta peregrinação. Por isso, não devemos interromper as suas jornadas para perguntarmos fatos passados ou pedirmos conselhos.

Como já vimos anteriormente, todos estão evoluindo; se pedirmos conselhos às “almas desencarnadas” não estaremos exercendo o nosso livre arbítrio e, assim, estaremos fugindo do nosso propósito, que é aprender com os nossos erros e discernimos o certo do errado. Além do mais, estaremos transferindo os nossos próprios problemas para estes espíritos, que deveriam “descansar em paz” e continuar a sua evolução.

O Espiritismo surgiu por uma causa necessária, para se provar que as interpretações da Bíblia estavam sendo feitas de maneira errada. Uma destas interpretações era a de que não existia vida após a morte. Porém, ao analisarmos o paraíso, o mesmo não seria um modo de vida após a morte?

Atualmente, quem diz que não existe vida após a morte, está dizendo uma grande asneira, porque todas as religiões falam que isto é um fato, seja de uma forma mais objetiva, como o Espiritismo ou o Budismo, ou de uma forma mais subjetiva, como o Catolicismo; então, é inegável que a vida após a morte existe.

Tudo e todos neste mundo em que vivemos mudam; tudo e todos têm o seu tempo, mas os seres humanos têm uma facilidade muito grande de se acomodar com as coisas, por causa da maneira em que vivemos. Por isso, demoramos a entender que uma coisa usada em certo momento, uma decisão usada em um dado momento, não é apropriada em outros momentos; enfim, não quer dizer que sempre usaremos as mesmas coisas.

Desta forma, o Espiritismo teve o seu tempo para inserir uma doutrina no Ocidente, que iria culminar em um resultado satisfatório para todos nós: o de mostrar e desvendar alguns mistérios da morte, para nós, ocidentais.

Na Atlântida o Espiritismo foi uma das causas de sua destruição, porque o mesmo chegou ao seu estado extremo e começou a ser deturpado, passando a ser usado para a resolução de interesses pessoais, de modo errado. Após esse acontecimento, o movimento passou a ser proibido pelos seres de maior desenvolvimento mental, os Iniciados.

Assim como aconteceu anteriormente, o Espiritismo já chegou ao seu cume em nossos dias, passando, assim, a ser mal interpretado e transformando-se numa prática inferior para o momento atual. Nesta época em que vivemos, o que está em desenvolvimento é a mente. Ser sábio é algo que transcende a riqueza ou “dom” de se comunicar com os mortos. Mas como sempre acontece, a mente está sendo usada de maneira errônea, sendo utilizada para fazer roubos e escravizar povos, está, pois, em seu aspecto contrário.
Tudo que é levado ao extremo sempre resulta em desgraças ou em calamidades, haja vista a má interpretação que estão fazendo do Islã.

No passado o Espiritismo tinha o objetivo de plantar no Ocidente a Lei de Reencarnação e a Lei do Carma, já conhecidas há vários anos no Oriente. Sendo assim, estas leis foram “adaptadas” para a realidade ocidental.

Por esses fatos não se deve tirar o mérito do Espiritismo, mas precisamos entender que os “mortos” também estão em evolução e que não devemos perturbá-los. Devemos nos conscientizar de que assim como o Espiritismo chegou para quebrar certos dogmas, outras doutrinas superiores irão aparecer também, para o mesmo fim, cabe a nós aceitarmos ou não o fluir da vida.

Através da reflexão feita em relação à doutrina espírita, concluímos ser a mesma um degrau importante para o discípulo alcançar a realidade Teosófica ou Eubiótica, onde poderá obter as respostas que o Espiritismo não tem como responder.

Diogo Capistrano Nobre
Presidente da Ordem Aleph

Bibliografia:
- Civilização Eubiótica
Carlos Lucas de Souza, páginas 15 e 16